Sobre a análise

A psicanálise é uma prática clínica fundada por Sigmund Freud no fim do século XIX, dedicada ao tratamento do sofrimento psíquico por meio da palavra. O analisando fala; o analista escuta. Dessa escuta, e do trabalho que ela mobiliza ao longo do tempo, podem emergir transformações no modo como a pessoa se relaciona consigo mesma, com os outros e com seus sintomas.

A análise não promete curas rápidas nem oferece técnicas para administrar emoções. Não substitui acompanhamento psiquiátrico quando este se faz necessário. Sua proposta é outra: criar as condições para que o sujeito possa, gradualmente, escutar a si mesmo de um modo que normalmente não se permite, e fazer disso uma diferença na vida.

Primeiro contato

O primeiro contato é feito por e-mail ou telefone. A partir dele, marcamos algumas entrevistas iniciais, em que conversamos sobre o que traz a pessoa à análise e sobre as condições práticas do trabalho, como frequência das sessões e valor. Essas entrevistas têm valor próprio, não são apenas formalidade. Ao final delas, decidimos juntos se faz sentido iniciar uma análise.

Atendo adultos, em consultório particular, exclusivamente na modalidade presencial, em Ipanema, Rio de Janeiro.

Consultório de psicanálise, divã, atendimento clínico em Ipanema

Quando procurar uma análise

Não é preciso ter um diagnóstico nem saber nomear o que se sente para procurar uma análise. Às vezes o que conduz alguém até aqui é um sofrimento claro — uma angústia que não passa, uma repetição que se impõe nas relações, um luto que não se elabora, uma inibição que paralisa. Outras vezes é algo mais difuso: a sensação de que a vida perdeu o sentido, de que se repete sempre o mesmo impasse, ou um mal-estar que não se deixa explicar.

Todos esses são motivos legítimos para buscar análise. Não há sofrimento pequeno demais, nem exigência de que ele esteja organizado em palavras antes de começar.

O que esperar do trabalho

A análise se faz no tempo. Diferentemente de abordagens que prometem resultados rápidos, ela não trabalha pela supressão imediata dos sintomas, mas pela compreensão do que os sustenta.

O analista não oferece conselhos nem dita o que se deve fazer. Isso não é uma recusa de ajuda — é o contrário. A análise parte do princípio de que ninguém conhece a vida de uma pessoa melhor do que ela mesma, ainda que boa parte desse conhecimento lhe escape. O trabalho consiste em criar as condições para que aquilo que escapa possa ser escutado, e para que o próprio sujeito encontre saídas que sejam verdadeiramente suas — e não soluções emprestadas, que raramente se sustentam. É um trabalho que respeita a pessoa como autora da própria vida.

Esse percurso não tem prazo fixo: varia de pessoa para pessoa, e se conduz no ritmo de cada um. O que se constrói ao longo do processo é uma relação diferente com aquilo que causa sofrimento — e, com frequência, uma liberdade que não se tinha antes.

As sessões acontecem em sigilo. O que se fala em análise permanece no espaço da análise.